Que a liberdade simplesmente seja.

No último post contei um pouquinho sobre minhas inspirações e outros trabalhos maravilhosos relacionados ao feminino. Hoje vou mostrar mais do processo de instalação do trabalho lá na Jaya em breve rola vídeo!).

Como falei, esse trabalho estava prontinho, a espera de um espaço para ser instalado. Não queria que essa instalação em específico, fosse colocada na rua. Essa produção foi tão especial que quis pra ela também um espaço “protegido”. Depois de alguns meses nessa busca, surgiu a oportunidade com o apoio da Jequitibá Cultural de fazer essa instalação na Casa Jaya, espaço eco-cultural em Pinheiros, São Paulo. Lá rolam várias atividades legais, como aulas de yoga, capoeira, dança, apresentações musicais, exposições, encontros para mães e do sagrado feminino e mais um monte de coisa legal._MG_1544-2_MG_1522-2_MG_1541-2

O útero é nossa parte mais sagrada. É o que nos diferencia, é intimidade. Esse trabalho é pra mim, pura e simplesmente o que já deveria ser: a sintonia com o corpo, com o emocional, o conhecimento, a plenitude, a liberdade de escolha entre florir e deixar ir. Essa particularidade é única. Ela deve ser potencializada e nunca depreciada ou ignorada.

Esse trabalho foi fruto de uma revolta pessoal (mas coletiva no sentido feminino), no fim do ano passado com as hashtags #meuprimeiroassédio – lançado pelo Think Olga. E é por isso que ele tem esse significado para mim. Ele é  uma expressão… por todas as hashtags #meuprimeiroassédio, por todos os #meuamigosecreto, pelo desrespeito que nós mulheres passamos todos os dias. É por cada “fiufiu”, por cada olhar devorador, por cada chefe aproveitador, por cada chave de braço na balada, por cada estupro, por cada relacionamento abusivo, por cada agressão, pelo pedido por um short mais cumprido, por cada pai ausente, pelo político que não apoia a emancipação da mulher, pela morte das milhares de mulheres que tentam o aborto clandestino, por cada amiga que te lança um olhar julgador. É por torcer que a pessoa vindo atrás de você seja uma mulher e não um homem. É por não poder andar sozinha na rua, menos ainda viajar. É pela vida e pelo futuro das mulheres.

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Passei um tempinho pensando que frase poderia colocar junto com esse trabalho. Num estalo, a filósofa existencialista (feminista e etc etc etc) Simone de Beauvoir me lembrou:

“Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre.”

e nada me pareceu mais perfeito.

_MG_1650-2_MG_1663-2_MG_1652-2

_MG_1647-2Todas as fotos por Lucas Hirai.

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