Um diálogo sobre arte e liberdade

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Ou: “Um diálogo sobre a arte contemporânea”. Esse é o título da oficina que tenho o prazer de ministrar no Sesc Sorocaba nesta semana. Fiquei imensamente feliz com o convite para dar o curso de crochê com enfoque na arte contemporânea e ontem foi o primeiro dia da oficina que se estenderá até sexta-feira, quando faremos juntos uma instalação com as peças produzidas durante as aulas na unidade do Sesc.

É a primeira vez que dou aula para o público da 3ª idade. Confesso que fiquei um pouquinho nervosa no começo da aula, mas como já havia imaginado que seria, todos os alunos foram muito queridos comigo. Existe uma troca muito intensa nessas oficinas. Acho que isso é o que mais levo comigo quando elas chegam ao fim.

Mudando um pouco de assunto (ou não), hoje, depois da primeira aula, me peguei pensando sobre liberdade. Sei que a princípio isso pode parecer estranho, mas penso que a grande maioria de nós (me incluo completamente nisso!), não sabe lidar com a tão clamada e exigida liberdade. Estamos tão presos à fixações e moldes que, quando nos deparamos com um “você pode fazer o que quiser”, simplesmente paralisamos e acabamos precisando de um bom tempo para iniciar processos criativos, desprendidos de técnicas tradicionais, livres de referências padronizadas… o bom e velho “o que é que eu vou fazer com essa tal liberdade?”.

Ao mesmo tempo, quando isso nos é proporcionado e, com o devido tempo de transição de “mente estagnada” para “mente criativa”, acho que tudo flui melhor. É quando nos forçamos a sentir, deixar a mente falar mais alto, usar menos palavras – afinal palavra é definidora, categoriza e especifica coisas que perdem completamente o sentido quando pronunciadas. Acho que assim as coisas surgem com mais subjetividade e até mesmo mais legitimidade.

Hoje, durante a oficina, sugeri aos participantes que criassem peças com esse desprendimento. Logo percebi uma interrogação em seus olhares e a famosa busca pelo “certo” e “errado”. Acredito que uma das coisas que mais me encantam no meu trabalho é justamente entender que certo e errado são noções completamente presas e que dependem exclusivamente de pontos de vista. Reconhecer a liberdade que existe no silêncio do espaço entre esses dois conceitos é abrir caminho, deixar fluir, liberar. A liberdade está em igualar as palavras. E acho que não tem nada mais belo que isso.

Por hora, ficam algumas fotinhos desse primeiro encontro. Em breve postarei o resultado final. :)

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2 comentários sobre “Um diálogo sobre arte e liberdade

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