10 dicas para o despertar do seu caminho profissional

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Sempre que converso com amigos ou leio textos com esse tema, acabo chegando às mesmas conclusões. Depois de um longo processo, que já contei aqui pra vocês, consegui compreender um pouquinho mais sobre esse “despertar” que tanto as pessoas procuram e muitas vezes se frustram nessa busca.
É verdade sim, que encontrar algo que te faça sentir bem e feliz em fazer é difícil. Ao mesmo tempo, vejo muitas pessoas procurando nos lugares menos prováveis. Essa busca não está fora, ela é completamente interna.

Por isso, baseado em longas conversas, depoimentos, documentários, filmes e também (por que não?) na minha experiência própria, resolvi enumerar as coisas que acho mais importante nesse processo todo. Então vamos lá:

1. Não existe fórmula mágica. Óbvio que seria mais fácil ter uma receitinha pronta: “faça esse curso, agora assista essa palestra e leia esse livro. Pronto, agora larga o emprego e seja feliz.” A verdade é que não funciona bem assim. Esse processo é especialmente intuitivo e particular. É necessário de fato fazer uma busca interna. Onde você vai encontrar? Eu também não sei. Apenas procure. No meu caso, fui fuçar em coisas antigas, lembranças de minha infância, brincadeiras, fui percebendo com o que me identificava mais quando era criança, e aí tudo foi se desenrolando. É um trabalho difícil e delicado mesmo, exige muita internalização. Aos poucos você vai perceber que este exercício se tornará mais leve e você vai conseguir usá-lo para sempre.

2. Não se apegue a trabalhos convencionais. Na nossa cultura, fomos ensinados a cumprir aquela velha tabela: entrar na escolinha, ensino fundamental, colégio, faculdade (sem nem mesmo saber o que se quer ao certo) e por aí vai. A verdade é que percebi que nos dias atuais, tudo pode se transformar em profissão. Ou seja, você não precisa necessariamente fazer uma faculdade ou escolher uma das profissões comuns básicas para “seguir carreira”. Acredito que hoje em dia, não precisamos mais construir longas carreiras profissionais como nossos pais e avós faziam. Tudo é mais livre e maleável, sem contar que, atualmente, nenhum emprego é garantia de nada, não é mesmo? Por isso penso que não importa se hoje eu faço crochê, amanhã sou professora, e depois vou viver no meio do mato, nas cachoeiras. O que importa é estar presente, sempre, vivendo as suas escolhas conscientes.

3. Nem tudo é o que parece. Você vê seu amigo trabalhando de casa, tomando uma cerveja no meio da tarde, tirando um cochilo depois do almoço e pensa “isso é que é vida”. Sabe aquela história de que a “grama do outro é sempre mais verde”? Pois bem, é isso. Trabalhar de casa ou poder remanejar seus próprios horários é uma regalia sim, não posso negar. Mas entenda que tudo e absolutamente TUDO depende de você. Não só no processo de se encontrar como também no de trabalhar por conta (se for a essa resolução que você chegou), exige muito empenho próprio. Existem coisas que ninguém vai fazer por você. No meu caso, além de trabalhar de casa, eu faço todas as “correrias” para que o meu trabalho aconteça, desde emails propondo projetos, até criação de apresentações e o próprio crochê em si, que demanda MUITO tempo do meu dia (isso sem contar a parte de cuidar da casa!). Portanto, não se iluda, tudo tem seus dois lados.

4. Faça coisas em paralelo. Se você está trabalhando em um lugar que não gosta mas ainda precisa (a maioria dos casos que me contam – e que também foi o meu), aguenta firme! Segura um pouquinho mais até esse processo todo começar a se desenrolar dentro de você. Enquanto isso, não pare. Sei que é difícil criar energias quando chega em casa depois de um dia cansado de um trabalho que não te deixa feliz, mas esse é o momento em que você pode exercer sua potência. Saiba dividir seu tempo: o emprego não é, e nem deve ser a parte principal do seu dia. Aproveite esses momentos para fazer atividades em paralelo. São nessas pequenas coisas que te trazem alegria, que você vai encontrar o caminho. Lembre-se: é tudo muito sutil.

5. Converse com pessoas. Sobre isso ou sobre qualquer outra coisa. Converse, converse e converse. É muito legal trocar experiências, ouvir histórias, desabafar e falar bobeiras. Marca uma cerveja com aquele seu velho amigo, chama o funcionário novo pra tomar um café depois do trabalho… Nessas conversas descontraídas muitas ideias podem surgir. Os caminhos se abrem!

6. Faça para os outros. Acho que esse é um dos itens mais importantes. Quando a gente produz ou coloca nossa intenção no outro, tudo flui melhor. O primeiro trabalho que fiz com crochê na rua foi o projeto #pegue1coração. Resolvi colocar algumas malhas de crochê em árvores ou postes em frente aos lugares que foram especiais pra mim em Bauru. Da maneira mais despretensiosa, me veio a ideia de colocar também coraçõezinhos e uma plaquinha “Pegue 1 coração”, para que as pessoas interagissem e pegassem-os. Naquele momento, eu não entendia o que estava fazendo. Pensei apenas que as pessoas ficariam felizes de pegar um coraçãozinho e, de certa forma, ganharem um “presente” ao longo de seu trajeto diário (e muitas vezes cansados de um dia difícil). Então, simplesmente fiz. A resposta que obtive foi inesperada e incrível. Assim aconteceu também com o “Visceral”, coração colocado em um muro com a pergunta “Onde teu medo dói?”. Comecei a ver as respostas através de tags na internet. Ali eu entendi: eu mexi, cutuquei bem lá no fundo essas pessoas e percebi que de alguma forma elas se sentiram tocadas naquele momento. Essa é uma dica bem pessoal, devido a minha experiência. Por isso, acho muito importante: tudo o que você for realizar, pense sempre no que isso poderá causar ao próximo.

7. Compare sua renda e se organize. No meu emprego anterior, eu tinha carteira assinada e plano de saúde. Mas eu ganhava BEM mal (mesmo! rs). Um belo dia comecei a fazer umas contas. Coloquei preços em alguns produtos de decoração que havia produzido (mesmo esse não sendo meu foco de trabalho). Logo percebi que “ralando” um pouco eu conseguiria atingir o mesmo valor do meu salário. Foi assim que comecei a perceber que essa “história de largar o emprego” poderia ser viável. Fui evoluindo meus cálculos, evoluindo meu trabalho com o crochê (e evoluindo meu saco cheio com o trabalho fixo!). Depois disso (e com muito esforço fazendo os dois trabalhos em paralelo), inevitavelmente, os trabalhos de crochê começaram a rolar mais e foi ficando difícil manter os dois. Me organizei impecavelmente com dinheiro e contas e saí. Tenha consciência do que você tem, não adianta pedir demissão no trabalho e depois ter que entrar em outro trabalho igual pra pagar contas.

8. Não seja precipitado. Tire vantagens de onde você está. Sei que é difícil falar isso quando você está naquele nível de frustração. Mas é importante não se desesperar ou viver infeliz o tempo todo, reclamando todo almoço com os colegas de trabalho. Tente um curso que a empresa possa patrocinar, tente áreas diferentes lá dentro, peça workshops, palestras. No fim do meu ciclo no último emprego, eu consegui um curso super legal de Direção de Fotografia para Cinema no MAM, foi incrível! Fora isso, consegui participar de eventos que a empresa produzia com o próprio crochê!

9. Let the phenomena play. Ensinamento de Chogyam Trungpa Rinpoche: deixe os fenômenos acontecerem. Deixe a confusão acontecer e deixe ela se consertar por si própria. Não se desespere. Quanto mais você busca enlouquecidamente por algo, mais você vai se frustrar. Quando fazemos a busca dessa maneira desesperada, acabamos encontrando coisas sólidas demais, limitadas. Fugimos do que é mais profundo e sutil dentro de nós, que nos levará para o verdadeiro encontro. A busca desesperada nos leva a frustração. Deixe as coisas fluírem, leves e livres. Confie que elas se “consertam” sozinhas. (pra saber um pouco mais de Chogyam e do Let the phenomena play)

10. Coragem. Busque, leia, fale, ouça, inspire-se, exercite, converse e, especialmente, silencie. Tenha momentos particulares, em silêncio, seja honesto e verdadeiro consigo mesmo. Não tenha medo de dar um passo a frente, está tudo naturalmente dentro de você, é só uma questão de descoberta. :)

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